terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Desabafo revoltado

Bem, a ideia inicial desse blog era relato de experiência. Mas sabe aqueles dias que da uma vontade de voltar a ser nerd e escrever sobre o cotidiano. É... acho que hoje é um desses dias.
Eu acordo antes das seis da manhã todo dia, assisto um pouquinho de jornal antes de sair correndo para o trabalho, até ai sem problemas. Isso acontece todo dia.
Domingo, 16 de janeiro de 2011, as últimas horas de um excelente fim de semana, eu me sento na sala, ligo a TV e lá vem mais desgraça, com perdão da palavra, mas nenhuma se encaixa melhor do que essa. Me bateu um desanimo. Poxa vida, não menosprezando o sofrimento alheio, mas é tão estranho as coisas simplesmente mudarem de forma tamanha a ponto de todos os olhos voltarem-se todos para o estado do Rio de Janeiro, especificamente as cidades da região serrana e tanta gente morta, desaparecida, desabrigada, com fome, com frio, sem casa. Até outro dia era normal essas coisas todas em qualquer país menos no meu. Veio um flashback na minha mente, e me lembrei das tragédias que tem nos tomado nos últimos dias do ano seja tsunami, ventos fortes, enfim, a fúria da natureza não era comum assolar o Brasil.
Não sei nem o que pensar, se seria o fim dos tempos, ou se a mãe natureza está querendo de volta o que sempre foi seu. Ao mesmo tempo ficamos tão perdidos pois pouco sabemos além do que se tem por notícia no auge agora.
Manipulação de informação, a opinião que temos é a que já nos é passada mastigadinha, não temos tempo nem de degustar para depois deglutir. Os olhos da imprensa passam a ser os nossos,  e vemos nossa Presidente rindo numa reunião com seus súditos logo após as caras de enterro dos nossos jornalistas Globais, depois de depoimentos desesperados de pessoas que se encontram psicologicamente descompensadas, que perderem tudo, até o que não tinham e familiares. Fico boba com as perguntas inspiradoras e brilhantes dos jornalistas, que têm a frieza de entrevistar as vitimas dessa tragédia questionando-os sobre como se sentem após tudo isso. Dá vontade de voltar a pergunta para eles: “Evaristo Costa, como você se sente sendo vitima disso tudo, ver sua casa desabar com sua mãe, irmã e sobrinho lá dentro?”, “Sandra, qual perspectiva de futuro agora que você viu seu irmão sendo carregado pela correnteza? Já reconheceu o corpo dele nos caminhões frigoríficos?”
Cristo! É uma perplexidade sem tamanho, uma revolta que me toma, o pior é estar recebendo tudo isso sem ter como mudar.
Acho que já joguei tudo pra fora!


A todos um bom dia!

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